Eliminado da Champions, Barcelona tem drama financeiro ampliado

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da realbet: O Barcelona está eliminado na fase de grupos da Champions League pelo segundo ano seguido. A queda era iminente desde a última rodada e foi confirmada, nesta quarta-feira, após a vitória da Inter de Milão (ITA) sobre o Viktoria Plzen (RTC). Além da decepção esportiva, o fracasso impacta as finanças e liga o alerta para o futuro do clube.

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da betano casino: O primeiro impacto da eliminação precoce será no orçamento desta temporada. De acordo com a imprensa espanhola, o Barça tinhaem seu planejamento chegar ao menos às quartas de final da Liga dos Campeões. Ao cair na fase de grupos, o clube catalão fica com € 20,2 milhões (R$ 103,8 milhões) abaixo do planejado.

Uma forma de aliviar esse déficit seria vencer a Liga Europa. Caso consiga, o Barcelona conseguiria € 14,9 milhões (R$ 76,4 milhões) com premiações no torneio e ainda disputaria a Supercopa da Europa, que dá um bônus de € 4,5 milhões (R$ 23,32 milhões) ao campeão. Os valores convertidos são baseados na cotação atual.

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O prejuízo a curto prazo, no entanto, não é o maior problema. Ao entender o contexto geral e o projeto da atual diretoria, percebe-se que a eliminação pode causar, aí sim, efeitos duradouros no clube.

Dívida bilionária e projeto focado em resultado

A crise econômica do Barcelona não é recente e chegou ao ápice em 2021.Foram anos de irresponsabilidade econômica e contratações que exigiram altos valores, como as de Coutinho, Dembélé e Griezmann. Uma das consequências foi a saída de Messi, após o clube esbarrar no Fair Play Financeiro da La Liga e não ter condições de inscrever o craque argentino.

O montante de dívidas chegou próximo a €1 bilhão (pouco mais de R$ 5 bilhões, atualmente). Ferran Reverter, CEO do Barça, chegou a dizer que o clube entraria em processo de falência se fosse uma sociedade anônima.

Diante deste cenário, qual seria a melhor forma de se reestruturar? Adotar uma postura de austeridade e conter investimentos era uma opção. O presidente Joan Laporta, no entanto, optou por outro caminho: investir pesado para conquistar resultados imediatos e elevar as receitas atuais.

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Após uma temporada decepcionante em 2021/22, o Barcelona foi um dos destaques da última janela de transferências. Atual vencedor do “Fifa The Best”, Lewandowski foi contratado por€ 50 milhões. Raphinha, Koundé, Kessié e Christensen também desembarcaram na Catalunha. Ao todo, foram mais € 150 milhões (cerca de R$ 800 milhões) investidos.

Os reforços só foram possíveis graças a uma série de operações financeiras de Laporta.O presidente vendeu parte do patrimônio do clube para acionar as chamadas “alavancas”. Deste modo, conseguiu abrir espaço no Fair Play Financeiro epôde inscrever novos jogadores.

Dentre os principais ativos comercializados pelo clube estavam fatias de direitos de transmissão futuros. Em acordo com o fundo americano Sixth Street, o clube vendeu 25% do dinheiro que deveria ganhar com direitos televisivos da La Liganos próximos 25 anos. Isso por € 519 milhões (quase R$ 2,7 bilhões).

Outro contrato importante foi com o Spotify. O Barcelona receberá €440 milhões (aproximadamente R$ 2,280 bilhões) durante os próximos 12 anos, divididos em dois acordos: um pelo patrocínio máster até 2026 e outro pelos naming rights do Camp Nou até 2034.

Um terceira “solução” para aliviar a crise financeira foi a venda de 49% da Barça Studios, empresa de produção de conteúdo do clube, por € 200 milhões (cerca de R$ 1,36 bilhão). Esta cessão foi distribuída entre Socios.com eOrpheus Media.

A estratégia de Laporta possibilitou um conforto momentâneo, mas está longe de resolver a crise econômica do Barcelona. Uma análise mais realista das finanças do clube veio neste mês, quando o vice-presidente financeiro, Eduard Romeu, admitiu que “sem a receita das ‘alavancas’, no ano passado teríamos prejuízo de € 106 milhões, e este ano, € 210 milhões”.

Preocupação com o futuro do clube

Em resumo, o Barcelona comprometeu rendas futuras para ter alívio no presente. A eliminação precoce na Liga dos Campeões sinaliza, no entanto, que o plano de Laporta de hipotecar o futuro do clube para se tornar competitivo pode ser um fracasso.

O presidente fez uma aposta arriscada em um novo ciclo vitorioso para turbinar diversas fontes de receita. Esperava-se que o time competitivo fosse capaz de brigar por títulos, atraísse o interesse de patrocinadores e aumentasse o consumo do público. Com a equipe em baixa, é possível que o prejuízo se alastre para todas as áreas.

O Barcelona está vivendo além de suas possibilidades e continua a pagar também pelos erros do passado. O clubeprecisa pagar parcelas de transferências antigas,inclusive de jogadores que não estão mais no clube, como Philippe Coutinho, Pjanic e Neto. De acordo com a imprensa europeia, mais de€ 100 milhões devem ser pagos por esses atletas nos próximos sete meses.

Com a queda na Liga das Campeões, a Liga Europa e o Campeonato Espanhol passam a ser tratados como “obrigação” na Catalunha. Mais do que o dinheiro para pagar dívidas, o clube precisa de resultados para dar início ao ciclo vitorioso sonhado por Laporta. Caso contrário, o futuro tende a ser ainda mais desafiador.

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